Curiosidades

Você Sabia?

NUTRIR X ALIMENTAR

Alimentar visa basicamente suprir a fome e não prima pela qualidade e pelo propósito do que está sendo oferecido. Isso é muito diferente do nutrir que, se feito adequadamente, significa oferecer ao animal de estimação, em cada fase de sua vida, um alimento completo e balanceado para suas necessidades!

Embora existam muitas opções de alimento, nem todas cumprem esse papel, pois o nutrir envolve, necessariamente, conhecimento científico, ingredientes de alta qualidade e processamento adequado.

Uma nutrição adequada é a base para a saúde dos cães e deve ter como objetivo promover saúde, longevidade e qualidade de vida.

NUTRIÇÃO É QUALIDADE DE VIDA

Se o objetivo da nutrição é promover a saúde, a longevidade e a qualidade de vida, ela deve ser encarada como um dos principais cuidados preventivos
ao longo da vida dos cães.

O grande avanço na ciência nutricional e nos processos e tecnologias empregados a favor da nutrição animal vem possibilitando o desenvolvimento
de dietas cada vez mais específicas e completas, capazes de não simplesmente nutrir, mas também prevenir ou tratar doenças.

Conhecer as opções e empregá-las de modo correto é primordial para quem ama seu cão e deseja estar ao lado dele por muitos anos.

ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS

Seguindo o conceito de nutrição, os alimentos completos industrializados são usualmente a primeira opção no mundo todo. Isso porque sua composição é balanceada, com variedade e especificidade capazes de suprir as diferentes necessidades dos cães, e também por serem passíveis de conservação por períodos longos, seguros do ponto de vista microbiológico, e por sua praticidade.

Em virtude dos crescentes avanços na medicina veterinária e na ciência nutricional, uma vasta gama de alimentos completos industrializados está atualmente disponível nas lojas com o propósito de atender a diferentes necessidades. Divididos em categorias (econômicos, premium, premium especial, super premium) e segmentados para atender idade, porte, condição corporal, raça e estilo de vida, os alimentos estão cada vez mais sofisticados para oferecer o máximo em benefícios.

Diante desse cenário, é importante que os tutores de cães conheçam os pontos críticos da nutrição canina bem como entendam as diferenças entre as categorias de alimentos disponíveis no mercado e seus benefícios oferecidos.

CATEGORIAS DE ALIMENTOS

Atualmente no Brasil, embora não haja uma classificação oficial, é aceito que podemos dividir as categorias de alimentos industrializados para cães em três grupos: econômicos, premium e super premium.

Existem diferenças significativas entre as categorias, que não se restringem ao preço, mas antes abrangem a qualidade do produto, os benefícios agregados e a quantidade consumida. Confira no quadro a seguir as principais características das diferentes categorias de alimentos para cães quanto aos aspectos técnicos e mercadológicos.

MANEJO

Para se alcançar o objetivo final da nutrição, que é a promoção da saúde, torna-se fundamental que, além do conhecimento sobre as necessidades e os produtos, as orientações de manejo alimentar sejam conhecidas e seguidas.

O tutor que deseja nutrir bem seu cão precisa saber quanto fornecer do alimento escolhido, onde e como alimentar, com que frequência diária, como armazenar o alimento para que não ocorram perdas nutricionais e de qualidade. Precisa ainda saber se é necessário suplementar a dieta, como utilizar os petiscos e, por fim, saber acompanhar a condição corporal de seu cão para que ele permaneça no peso ideal. Assim, serão abordados os principais pontos de orientação para a escolha do alimento ideal e para que os benefícios oferecidos por um alimento de alta qualidade sejam maximizados. Consulte sempre o médico veterinário!

DICAS DE NUTRIÇÃO – CÃES

O CÃO DEVE COMER O MESMO QUE EU?

Nunca se esqueça que o cão tem hábitos e necessidades nutricionais muito diferentes dos seus. O cão tem como parente mais próximo na natureza o lobo, o que significa que ele aproveita bem as proteínas e gorduras de origem animal. Já os seres humanos são onívoros, ou seja, aproveitam bem tanto os ingredientes de origem animal quanto vegetal. Portanto, não forneça ao seu cão os alimentos que você consome, pois a dieta desbalanceada pode trazer sérias consequências de saúde. O cão necessita de uma dieta específica e o alimento industrializado de alta qualidade existe para atender 100% de suas necessidades.

DEVO SUPLEMENTAR A ALIMENTAÇÃO DO CÃO?

Os alimentos completos industrializados de alta qualidade dispensam qualquer tipo de suplementação, seja vitamínica, mineral, seja de qualquer outro nutriente. Isso é especialmente crítico para os tutores de cães filhotes de porte grande e para tutores de fêmeas em gestação e lactação. Portanto, se você oferece um alimento de alta qualidade, não dê suplementação, pois isso promove perda do equilíbrio nutricional da dieta e constitui um excesso prejudicial.

NUTRIÇÃO DO CÃO FILHOTE

QUANTAS VEZES POR DIA DEVO ALIMENTAR O CÃO FILHOTE?

Filhotes devem receber a porção diária recomendada de alimento dividida em no mínimo três refeições, para que haja melhor aproveitamento. Eles nunca devem receber uma única grande refeição. Depois de 30 minutos, o alimento oferecido deve ser retirado mesmo que haja sobras ou que o animal não tenha comido. Só assim o filhote vai se condicionando a comer nos horários estabelecidos. Este cuidado também evita que o alimento fique exposto por longos períodos, que perca o aroma e a crocância e que seja contaminado por insetos ou outras pragas.

QUAL A QUANTIDADE CORRETA DE ALIMENTO PARA O FILHOTE?

Um filhote deve ser alimentado de acordo com seu peso e idade. Nos rótulos dos alimentos comerciais existem os guias de recomendação diária de consumo, que já levam em conta as necessidades nas diferentes fases e orientam sobre a quantidade de alimento que deverá ser oferecida por dia. Fundamental saber que cada produto possui balanceamento e teor energético próprios, e mesmo entre alimentos diferentes de um mesmo fabricante, as quantidades a serem consumidas variam, de modo que se houver troca de produto, uma adequação de quantidade precisará ser feita.

E NO CASO DE DESMAME PRECOCE?

Filhotes desmamados precocemente, devido a algum problema de saúde da mãe ou por terem ficado órfãos, precisam de uma dieta especial. Se a idade for inferior a 21 dias de vida utilize um substituto do leite materno específico para cães e peça a orientação do médico veterinário. A partir de 21 dias utilize uma papinha de desmame para fazer a transição para a alimentação sólida. Nestas situações é importante seguir rigidamente as orientações de uso e manejo alimentar dadas pelo veterinário e pelo fabricante.

POSSO OFERECER ALIMENTO À VONTADE?

Não é recomendado oferecer alimento à vontade ao cão, pois ele poderá ingerir uma quantidade muito superior à recomendada, o que pode acarretar em sobrepeso e obesidade. Além do ganho de peso, o excesso de nutrientes pode ocasionar problemas ósseos em animais jovens de raças grandes/gigantes como Dogue Alemão, Rottweiler e Fila Brasileiro, por exemplo.

NUTRIÇÃO DO CÃO ADULTO

QUANDO FAZER A TROCA PARA O ALIMENTO ADULTO?

Um cão é considerado adulto aos 12 meses se for de raça pequena ou média, ou aos 18 meses se for de raça grande. A partir dessa idade sua alimentação deve mudar para uma dieta de manutenção, pois o período de desenvolvimento já terminou.

Na fase adulta, a nutrição é importante para manter a saúde, beleza, qualidade de vida e vitalidade, dando subsídios ao cão para que ele responda adequadamente aos processos de doença, tenha uma pelagem bonita e a pele saudável, possa se reproduzir, se exercitar e brincar. Fatores como nível de atividade física, estilo de vida, raça, porte e eventos fisiológicos, como a gestação e a lactação, bem como procedimentos como a castração, podem alterar as necessidades nessa fase da vida.

Por fim deve-se considerar que a nutrição nessa fase impacta a fase seguinte, a senilidade.

QUAL QUANTIDADE OFERECER? 

Um cão adulto deve ser alimentado de acordo com seu peso e nível de atividade física. Da mesma forma que orientado para o manejo de filhotes, é importante seguir as recomendações do rótulo do alimento escolhido e fazer os ajustes quando necessário.

FREQUÊNCIA DAS REFEIÇÕES

Adultos devem receber a porção diária recomendada de alimento dividida em no mínimo duas refeições. Não é recomendável que recebam uma única grande refeição. Essa prática pode ser particularmente perigosa em cães grandes e de tórax profundo, que são propensos à torção gástrica.

EXERCÍCIOS APÓS REFEIÇÕES

Não se deve exercitar o cão ou estimular brincadeiras bruscas logo depois das refeições. É necessário aguardar pelo menos 1 hora entre a refeição e o início da atividade física, principalmente no caso dos cães de grande porte. Esse cuidado de manejo é considerado essencial, pois esses cães são predispostos a sofrer de dilatação e torção gástrica, afecção gravíssima que caracteriza emergência veterinária e que pode ser desencadeada pelo manejo inadequado em relação a exercícios pós-alimentação.

NÃO FAZER TROCAS BRUSCAS

É importante não fazer trocas bruscas de alimentação ao longo da vida do cão, pois elas podem causar alterações gastrintestinais, como vômitos e diarreias. Na eventual troca de marca ou de produto, sempre respeitar as recomendações de troca gradual contidas no verso de todas as embalagens dos alimentos de boa qualidade. Hoje já estão disponíveis produtos que permitem variação de sabor sem necessidade de troca gradual.

POSSO OFERECER PETISCOS AO CÃO?

Sim. Mas os petiscos, como os cookies, não devem substituir mais que 10% do total de calorias ingeridas no dia, e suas calorias devem ser descontadas do total que deveria ser ingerido pelo alimento. É recomendável que eles sejam dados como um agrado ou como reforço positivo nos programas de adestramento. excessos de petiscos levam o animal rapidamente à obesidade. Guloseimas extras, como alimentos para humanos, também devem ser controlados, pois muitas vezes o tutor não tem ideia do impacto calórico que essa guloseima significaria na dieta do pet. 

ATENÇÃO À OBESIDADE

A obesidade deve ser encarada como o grande mal que vem acometendo os cães pelo mundo todo, com estimativas de incidência que variam de 30% até 51% dos cães. Por definição a obesidade constitui um excesso de gordura corporal, suficiente para prejudicar as funções fisiológicas do organismo. É um estado inflamatório crônico de baixa intensidade, que afeta vários sistemas no organismo. Ela por si só é uma doença e predispõe o cão a outras tantas, como doenças articulares e diabetes, e agrava problemas cardíacos e respiratórios. Em última análise, o que promove é a perda da qualidade de vida e até mesmo da longevidade. O cão se sente mais cansado nos passeios e nas brincadeiras, perde a agilidade para realizar atividades corriqueiras, como para higienizar-se, ficando cada vez mais sedentário.

NUTRIÇÃO NA SENILIDADE

QUANDO COMEÇAR?

Em virtude dos avanços nos cuidados de saúde veterinários, a longevidade dos cães vem aumentando, e a cada dia a população de cães senis cresce significativamente, o que gera estímulo à criação de produtos e serviços que atendam às suas particularidades.

A idade na qual os cães atingem a senilidade é dependente de seu tamanho corporal. Como os cuidados nutricionais devem ser preventivos, recomenda-se para cães de portes pequeno e médio alimento sênior a partir dos 7 anos de idade, e para os cães de porte grande, a partir dos 5 anos. Nessa fase da vida, os cães são beneficiados por um alimento direcionado à sua faixa etária, pois alterações orgânicas ocorridas em função da idade podem ser contornadas ou minimizadas por uma nutrição especializada.

MANEJO

O manejo alimentar do cão idoso pode ser o mesmo indicado para cães adultos. 

COMEDOURO

Muitos cães idosos, por sentirem dores na coluna, têm dificuldade para abaixar a cabeça e mantê-la dessa forma durante as refeições com o comedouro colocado diretamente na altura do chão. Recomenda-se que sejam usados comedouros com altura regulável, ou que o comedouro seja colocado em local mais elevado, como um degrau, para que ele não tenha de forçar sua coluna e sentir desconforto, o que pode comprometer sua boa alimentação.

PONTOS IMPORTANTES

Os principais aspectos a serem observados são:

  • prevenção da obesidade, já que cães idosos têm sua demanda energética diminuída em 20%;
  • manutenção da massa muscular;
  • manutenção do trânsito intestinal regulado e da saúde intestinal;
  • prevenção de doenças degenerativas ocasionadas pelos radicais livres;
  • diminuição dos níveis de fósforo para um cuidado renal;
  • prevenção de problemas articulares degenerativos;
  • suporte à sua função imunológica;
  • manutenção da hidratação da pele e brilho da pelagem;
  • otimização do sabor do alimento, pois cães idosos têm o paladar diminuído e tornam-se mais exigentes.

A lista de cuidados necessários é extensa, e por isso a escolha do alimento deve ser criteriosa. O emprego de antioxidantes na dieta merece destaque em relação ao cão em idade avançada. Nutrientes como vitamina E, betacaroteno, vitamina C e selênio promovem aumento do status antioxidante orgânico, colaborando para a prevenção de doenças.

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